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13 de MAIO (2011)

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA

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1590, PORTUGAL, AD LIMINA

CARTA PASTORAL
Do Reverendíssimo em Cristo
Padre Dom Teotónio de Bragança, Arcebispo de Évora para a cleresia e mais povo do seu Arcebispado
[16.3.1590]

Dom Teotónio de Bragança, por mercê de Deus e da Santa Igreja de Roma Arcebispo de Évora, etc. Aos reverendos, Deão, Dignidades, Cónegos, e Cabido desta nossa santa Sé, e pessoas da nossa Relação, Vigários, Priores, Curas, e mais pessoas assim Regulares como Eclesiásticas, e Seculares deste nosso Arcebispado, Saúde em Iesu Christo. Fazemos saber, que tendo alguns negócios de muita importância, e descarrego de nossa consciência, bem e proveito Espiritual de nossos súbditos, que comunicar com el Rei meu Senhor, dando primeiro conta a sua Magestade, estamos de caminho para a sua côrte.

E também movidos da obrigação que temos aos mandados Apostólicos imos com intenção, não ordenando de novo o Papa nosso Senhor outra causa, vistas as nossas indisposições e idade, de cumprir em tudo a bula que sua Santidade pubricou no ano primeiro de seu Pontificado, porque manda aos Prelados de toda a Cristandade sob graves penas vão visitar a Igreja dos Apóstolos, são Pedro e são Paulo a Roma, e dar conta a sua Santidade do estado de cada um da sua Igreja para que como Pastor universal possa ter de tudo notícia e governar-nos como bom Pastor. E assim como me faz Deus mercê por sua infinita bondade neste caminho não levar outro intento algum humano que à obediência e reverencia que devo à Santa Sé Apostólica, e o poder com autoridade dei Rei meu Senhor, procurar se dê ordem a muitas causas que hão mister neste Arcebispado sem se misturar outra alguma de fora que não seja Espiritual, assim espero da sua divina mão favor e ajuda, e bom sucesso em tudo. Bem vejo, que as minhas doenças e idade me puderam obrigar a procurar de me excusar de sair de minha casa, mas confesso-vos, que o amor que tenho a esta igreja, que me tem tantos anos sofrido, e o pequeno cabedal que tenho para a servir, me fazem deixar tudo, e aventurar tudo, e passar por todos os inconvenientes e caminhos e trabalhos deles, que são mui presentes pela experiência que Continuar a ler

O QUE DIZEM HOJE ALGUNS É INVERSO

 

 

 

Título do texto: EM VEZ DE PRÓLOGO

Do livro: VIRGEM PEREGRINA NA DIOCESE ….

Autor: Cónego Mendes de Matos

Data: 1950

 

“A que vem e porque vem a lume mais este livro, no meio de tantos que estão cobrindo os escaparates das livrarias e carregando as estantes dos estudiosos?
A esta pergunta, legítima e fundamentada nas exigências da nossa natureza intelectual, responde com clareza impressionante a capa artística que envolve o livro.
Parece-nos, porem, que essa resposta não bastaria a curiosidade de todos os leitores, e decidimos responder a pergunta com algumas palavras que dessem ao leitor o sentido e a finalidade do livro.
Fátima é um mistério, cuja conteúdo, significado e projecção, só o tempo virá a revelar em toda a sua plenitude.
Julgou-se, a principio, que a mensagem que Nossa Senhora entregou aos humildes pastoritos da Cova da Iria, constituía apenas mais um favor do Céu, um daqueles divinos favores que iluminam os caminhos da nossa Historia, formam a traça fundamental dos seus acontecimentos, revelam a razão da sua grandeza, ciclopicados gigantes que foram os seus agentes imediatos, e descobre o segredo da nossa vocação universalista e dos triunfos sobre-humanos que cobriram e coroaram os trabalhos com que vingámos realiza-la.
Chamado a existência, evocado à sua soberania política por uma vocação apostólica, Portugal tem encontrado sempre em todas as horas difíceis, em que o heroísmo e a bravura são o preço da vitória e da glória, o auxilio esplendoroso, da Gloriosa Rainha dos Apóstolos.
A Conquista, a Independência e as Descobertas – o berço, a adolescência, a g1ória, – os passos, marcantes e Continuar a ler

QUESTÕES DA HITÓRIA DA IGREJA (cap. XX)

Numa diocese, em Portugal, o seu Bispo tinha autorizado a elaboração e publicação de um compêndio intitulado “Algumas Questões da História da Igreja”. Tal compêndio, pelo que pode ser lido no seu prefácio, destina-se a colmatar falhas que já na altura se notavam, relativamente à formação dos seminaristas sobre aspectos gerais da Igreja e da Doutrina que não costumavam, nem costumam, ser contemplados nas cadeiras dos seminários. Assim, explica ainda o prefácio, pretendia dar-se “grande desenvolvimento a certas questões que, pela sua excepcional importância, bem o merecem, vê-se o professor forçado a suprir, por meio das suas prelecções, essas deficiências e a preencher essas lacunas, para que os alunos, obtendo um conhecimento geral dessa matéria, o adquiram mais completo acerca dos referidos assuntos, de maior e mais reconhecido interesse.”

Trata-se de uma voz de continuidade que choca hoje com a divulgação de ideias contrárias, pronunciadas e escritas como vindas da mesma autoridade. Esta ruptura é um fenómeno irrecusável, mas passível de abafamentos. O que terá invertido um percurso?

Este livro foi colocado num caixote, entre outros, nos finais do séc. XX, no corredor de um Seminário Maio, para que os seminaristas pudessem levar os que quisessem. Tudo seria muito bom caso as sobras não fossem destinadas ao fogo, pois eram livros “desactualizados” e “sem Continuar a ler